Coletivo Motirõ assume o movimento estudantil da UFRB

POLÍTICAS DE INCLUSÃO E ORGANIZAÇÃO DESCENTRALIZADA SÃO ALGUMAS BANDEIRAS DE LUTA DO NOVO COLETIVO DE ESTUDANTES.

Ana Paula Santos

O inicio do ano letivo na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) foi marcado pelas eleições do Coletivo Central dos Estudantes (CCE) que elegeu a chapa única Motirõ – palavra de origem Tupi Guarani que significa mutirão. A entidade é composta por 82 estudantes e 23 coordenações, dentre as quais: coordenação de formação política,  relações  institucionais, políticas afirmativas, políticas  públicas  de   saúde, ciência  agrárias, ambientais e biológicas,  entre  outras.

Segundo Paulo Ricardo Reis, estudante de museologia e coordenador geral do  CCE  do Centro  de Artes, Letras  e  Humanidades (CAHL), “ uma das  propostas   do coletivo é oferecer uma formação  básica sobre  política estudantil  para o corpo discente  da  universidade, pois, independente de  fazer   parte   das  coordenações compreendemos que   todos  os  estudantes   integram o  coletivo.”

Com sede em Cruz das  Almas e salas  itinerantes  entre  os  centros  da  instituição, o CCE foi fundado em  1º de setembro de 2013, durante o  primeiro  congresso  estudantil, sendo uma sociedade  sem  fins   lucrativos   e  com  prazo indeterminado  de  dissolução.

“Temos uma proposta diferente  de   modelo de  movimento estudantil, pois   formamos  um coletivo.  Para  que  vocês  tenham  uma   idéia,  50% das  coordenações são  compostas   por  mulheres  e   a política  de   inclusão  é   uma  das  nossas  bandeiras  de luta”, afirmou Fabiana Lopes,  estudante  de  museologia e  coordenadora   geral de  registros.

A  chapa  eleita   assumiu  o coletivo   no  dia  1º  de  março  deste  ano  e tem como  principal  desafio colocar em  prática   as  propostas  encaminhadas  no congresso. “O  movimento estudantil   tem  um papel fundamental   na   história  do  Brasil.  È  uma  organização  política   importante  e a   proposta   do  coletivo   é   inovadora,  gera  uma  certa  autonomia   para  os  estudantes. Entretanto, como  é   uma   gestão  nova  considero   prematuro analisar  os   resultados”, disse o professor   Antônio  Eduardo  de  ciências   políticas.

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Os desafios enfrentados pelos estudantes da UFRB

AS POLÍTICAS E ESTRATÉGIAS DE ENFRENTAMENTO E PERMANÊNCIA NO ENSINO SUPERIOR

Sarah Sanches

A presença de Universidades em municípios onde, antes, não havia cursos superiores, bem como a inclusão do ENEM como a modalidade de processo seletivo para a entrada nos cursos universitários, permitiu maior acessibilidade às academias em todo o país, o que resultou em novo fenômeno: muitos jovens recém-saídos do ensino médio, vindos da capital, dos municípios circunvizinhos e fora do estado, saíram das suas cidades e se afastaram do convívio familiar para morar em repúblicas, pensionatos e quitinetes.

Os jovens passaram, então, a enfrentar novos desafios, antecipando o desenvolvimento da sua autonomia e maturidade. A recém-formada em Engenharia Agronômica pela UFRB, Polianna Farias, que residiu cinco anos fora da sua cidade, acredita que as maiores dificuldades que se impuseram foram a distância dos familiares e o convívio diário com outras pessoas, até então desconhecidas. “Você acaba se tornando mais maduro, ganha mais responsabilidade, passa a respeitar mais as diferenças e o espaço do próximo para ter uma boa convivência e viver em um lugar agradável”, define a agrônoma como os pontos positivos consequentes destes enfrentamentos.

As políticas afirmativas, inclusivas e de permanência são suportes fundamentais não só para a entrada nos cursos universitários, mas para a possibilidade de leva-los adiante. Aqueles que vindos de situações adversas ou que se encontram historicamente privados de acesso ao ensino gozam hoje da oportunidade de obterem um diploma.

A recém-formada Ana Carolina Fernandes, ganhadora do prêmio discente destaque do curso de Agronomia no semestre 2013.1, foi bolsista do auxílio permanência durante quase todo o seu percurso acadêmico. “O auxílio moradia foi fundamental na minha vida. Nos primeiros semestres, eu dava banca, vendia bombons e trufas na Universidade, mas quando os semestres foram ficando mais puxados e eu precisei de mais tempo para me dedicar aos componentes e participar dos projetos e pesquisas, seria impossível continuar sem um auxílio. Não havia mais vagas disponíveis na residência universitária e eu já estava decidida a abandonar o curso por não ter mais como me manter, foi quando concorri pela PROPAAE ao auxílio pecuniário moradia e fui comtemplada. Há quem acredite que é mero assistencialismo, mas eu não teria chegado até aqui sem isso”.

anacarolina

Ana Carolina, discente destaque 2013 e mestranda em solos na Universidade Federal de Viçosa.

As dificuldades são múltiplas

Essa nova dinâmica acarreta, em alguns casos, não apenas a mudança do estudante, mas também de todo o núcleo familiar, de uma cidade para a outra, como é o caso de Rita Sanches, mãe do graduando Rafael Sanches. “Eu tive que vir para o interior por não ter como dar suporte ao meu filho estando na capital. Meu marido, mesmo aposentado, continua trabalhando na capital para que possamos manter nossos filhos na faculdade. A Universidade não dá suporte para todos: moradia, alimentação e permanência são dificuldades não só para as camadas menos privilegiadas, mas também para a classe média. Além disso, é difícil estar longe de casa e da proteção da família em tão pouca idade, muitas vezes não ter alguém com quem contar e por isso as portas da minha casa estão sempre abertas para todos os colegas do meu filho”. Conclui a aposentada ressaltando a importância da presença familiar no fortalecimento individual, na estabilidade emocional e na continuidade desta empreitada.

Os enfrentamentos não se encerram por aí, a Universidade, existente há pouco mais de sete anos, ainda sofre com problemas estruturais, de ensino, pesquisa e extensão e as próprias cidades de interior apresentam, por si só, inúmeras dificuldades: a precariedade dos transportes públicos, assistência médica e hospitalar de péssima qualidade, poucas possibilidades de lazer, baixo incentivo cultural e a supervalorização imobiliária devido a grande procura por parte dos estudantes e docentes vindos de outros lugares.

Contudo, apesar de todos os entraves que ainda necessitam ser superados, é inegável a importância do ensino superior gratuito em municípios dos interiores dos estados brasileiros, trazendo a possibilidade de emancipação de diversos jovens que, de outro modo, não poderiam estar nas universidades. A UFRB ainda necessita de muitas melhorias, bem como as cidades nas quais os campi estão situados, mas o papel social que esta cumpre é fundamental para a construção de um país mais justo e igualitário.

Santo Amaro ganha campus da UFRB

CENTRO DE CULTURA, LINGUAGENS E TECNOLOGIAS APLICADAS (CECULT) É IMPLANTADO COM A CRIAÇÃO DO CURSO DE PUBLICIDADE E PROPAGANDA.

Dalila Brito

No dia 11 de novembro de 2013, a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) deu início às aulas do Centro de Cultura, Linguagens e Tecnologias Aplicadas (CECULT) em Santo Amaro da Purificação. Os alunos da primeira turma de Publicidade e Propaganda foram recepcionados com uma aula inaugural realizada no Solar Araújo Pinho, com a presença do reitor Paulo Gabriel Nacif e a participação da poeta Mabel Veloso e do músico Caetano Veloso, filhos ilustres do município.

A mobilização que começou em 2003, com o objetivo de se implantar um campus da UFRB no município, visava garantir o que já estava previsto na Ata de 14 de junho de 1822, da Câmara Municipal de Santo Amaro, que pedia a criação de uma universidade federal. Foi então criada uma comissão com representantes do campus de Amargosa, Santo Antônio de Jesus, Cruz das Almas e Cachoeira, mas somente agora efetivou-se a criação do CECULT, que tem por finalidade a produção intelectual, buscando a qualificação do trabalho específico para o aprendizado e invenção de tecnologias aplicadas à produção cultural.

Entusiasmo e expectativa

Os alunos vindos de diversas partes da Bahia e do Brasil têm demonstrado entusiasmo não apenas com a aprendizagem do curso, mas também com a rica cultura santamarense.

Elismara Souza Pedreira, 19, natural de São Gonçalo dos Campos, diz que ainda no ensino fundamental tinha facilidade em se comunicar com o público e por isso sempre foi influenciada por seus professores a se dedicar à comunicação social. Com o passar dos anos, a estudante acabou se interessando cada vez mais pela área de Publicidade e Propaganda e, após fazer alguns cursos, decidiu tentar o vestibular. Ao buscar uma universidade que oferecesse o curso, soube da criação do centro da UFRB em Santo Amaro e escolheu o CECULT. Quando perguntada sobre a vivência do curso e suas expectativas, ela afirma estar satisfeita com o ensino e, principalmente, com o comprometimento dos professores. Diz que não tem muito do que reclamar e que cada dia tem sido um novo aprendizado.

Sobre a estrutura oferecida pela universidade, Elismara reconhece que nem tudo se encontra nas melhores condições. Faltam laboratórios bem equipados e ar condicionado, mas acredita que é apenas uma questão de tempo para que tudo esteja organizado corretamente.

Suzana Santos Sales, 19, natural do município mineiro de Sete Lagoas, após realizar diversos testes vocacionais, escolheu cursar Publicidade e Propaganda mesmo depois de ser aprovada em alguns vestibulares no seu estado e fora dele. “Nunca imaginei morar e estudar na Bahia, estou adorando tudo e descobri que Publicidade e Propaganda são o que eu quero para minha vida.”

Em resposta a como está sendo a vivência do curso e suas expectativas, Suzana diz querer aproveitar o máximo que puder de tudo que lhe está sendo oferecido, sem pressa, semestre após semestre e que está muito à vontade com o curso. Quando perguntada sobre a estrutura oferecida e possíveis dificuldades, a aluna afirma que apesar da sua paixão pelo curso e do esforço dos professores para um ensino de qualidade, ainda há algumas coisas a serem melhoradas. Salienta a falta de biblioteca, o tamanho do laboratório de informática que, por ser pequeno, acaba exigindo que a turma seja dividida para utilizá-lo, o tamanho do prédio municipal cedido para o funcionamento do curso e o isolamento causado, já que só há uma turma no novo centro.

Publicidade e Propaganda é apenas o primeiro curso do projeto para o CECULT. O centro deve oferecer cursos de Engenharia de Produção com ênfase em espetáculo, Tecnologia do Espetáculo, Música Popular, Produção Musical e Design Digital. Além de uma estrutura física de quatorze salas de aula, seis laboratórios, sendo dois de informática, e biblioteca com gabinetes de estudo com capacidade para cem alunos.

Múltiplas sexualidades na UFRB

UNIVERSIDADE DO RECÔNCAVO SE DESTACA PELA GRANDE QUANTIDADE DE ESTUDANTES PERTENCENTES AO GRUPO LGBTTTS.

Uanderson Lima

A população LGBTTTS (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais, Transgêneros e simpatizantes) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) ascendeu de forma perceptível nos últimos três anos, e a cada semestre esse número de estudantes aumenta, segundo informações dos próprios entrevistados.

De acordo com um levantamento realizado com setenta estudantes dos centros universitários de Santo Antônio de Jesus, Cachoeira, Amargosa e Cruz das Almas, entre 9 e 12 de dezembro de 2013, o número de graduandos declarados homossexuais era de 69%, dentro dos quais 45% dizia não se limitar ao rótulo de gay. O número de bissexuais é de 12% e o de heterossexuais 19%. Parte dessa pesquisa foi realizada durante o II Festival de Múltiplas Sexualidades da UFRB, ocorrido de 9 a 11 desse mesmo mês nos três primeiros municípios citados.

Fugindo à regra heteronormativa da sociedade atual, os 81% de estudantes com “opção sexual” divergente é bastante significativo. Destacam-se na pesquisa o Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL) e o curso de Psicologia, localizado no Centro de Ciências da Saúde – CCS, em Santo Antônio de Jesus, como a maior concentração de estudantes homo.

O campus de Cruz das Almas – único campus não participante do Festival – se destaca pelo oposto. Poucos entrevistados se assumiram homossexuais (e os que se assumiram, pediram para que não fosse divulgado o nome ou cidade de origem). Essa realidade fica explícita a partir do momento em que, comparado com o campus de Cachoeira, a proporção é de quatro para um: a cada quatro estudantes do CAHL assumidos, um estudante é do campus cruzalmense.

Preconceito velado

Os entrevistados foram questionados sobre a relação entre homossexuais e a população da cidade onde os campi estão situados. Os estudantes contam que existe muito preconceito. A maioria declara que as cidades ignoram e excluem o grupo, além de demonstrar atitudes discriminatórias.

Quando perguntados sobre a reação com estudantes heterossexuais, mesmo com a maioria sendo integrante da comunidade GLS, a resposta foi unânime: sim, há muito preconceito, principalmente do tipo velado, que finge não existir. Segundo um estudante de psicologia, “a homossexualidade não é bem vista; ao ponto de estudantes homossexuais agredirem verbalmente seus companheiros de classe. Além do mais, assumir a sexualidade no CCS implica em abdicar de amizades e outros relacionamentos”.

A pergunta seguinte inquiria sobre o preconceito dentro e fora do território universitário. E as respostas foram um tanto óbvias, mas bastante significativas. Mais da metade já sofreu algum tipo de preconceito durante a vida. “O maior espaço de ações preconceituosas na minha vida foi no ensino fundamental/médio”, diz um aluno do sétimo semestre do Bacharelado Interdisciplinar em Saúde (BIS).

O levantamento serviu para mostrar que mesmo em uma universidade majoritariamente “diferente”, tanto pela sua identidade afro e seu número extenso de estudantes homossexuais, a UFRB ainda tem um perfil heterossexista. Não só a UFRB, mas também a sociedade em que ela está inserida. A discriminação pode não chegar a casos extremos de homofobia e agressões físicas, mas não quer dizer que o preconceito psicológico e velado não exista.

Fórum valoriza manifestações negras

FÓRUM INTERNACIONAL PROMOVIDO EM NOVEMBRO PELA UFRB ATRAI GRANDE NÚMERO DE PESSOAS PARA CRUZ DAS ALMAS.

Elaine Conceição

O projeto Novembro da Consciência Negra, lançado na cidade de Cruz das Almas, em 2013, trouxe uma vasta programação que incluiu oficinas, apresentação de filmes, rodas de conversa, festival cultural, exposição fotográfica, desfile, cortejo afro cultural e shows musicais.

A Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), que tem sede na cidade, há sete anos para suas atividades durante três dias para realizar o Fórum Internacional 20 de Novembro. Em 2012, este evento se tornou internacional, com discussões que têm como finalidade chamar a atenção da população para as políticas relacionadas à igualdade racial.

As ações relacionadas ao Dia da Consciência Negra, que acontecem em Cruz das Almas, no mês de novembro, trazem muitos benefícios econômicos para o comércio. Com o maior fluxo de pessoas na cidade, as vendas conseqüentemente aumentam. Além disso, a conscientização social também é muito grande, pois através do projeto Novembro Negro e com o Fórum da UFRB, as pessoas passam a ter um olhar diferenciado ao que diz respeito à igualdade racial e a luta contra o preconceito.

Inclusão racial

O município de Cruz das Almas foi o primeiro da Bahia que aderiu à data de 20 de novembro como feriado municipal. O Projeto de Lei Nº 080/09, do vereador Zé Raimundo, foi sancionado pelo então prefeito Orlando Peixoto Pereira Filho, em 2010. Desde então, Cruz das Almas é mais um dos municípios brasileiros que param suas atividades nesta data.

A coordenadora do Conselho de Defesa dos Direitos das Mulheres (CDDM), Lindinalva de Paula, representando a Comissão Especial de Promoção da Igualdade da Assembleia Legislativa da Bahia esteve presente na abertura do evento e falou sobre a essência do projeto que teve várias atividades durante o mês de novembro. “Este projeto teve como pauta uma sociedade igualitária. Todas as pessoas têm direito à inclusão”.

Já no Fórum Internacional 20 de Novembro, a estudante Letícia Silva, disse ter ficado muito feliz com a realização do evento. “Me senti privilegiada por poder estar presente todos os dias do Fórum, foi um evento muito importante para o meu crescimento pessoal”, afirmou.

Também o vereador reeleito de Cruz das Almas, Osvaldo da Paz, falou sobre a importância que foi participar do Fórum: “Eu acho que é fundamental para qualquer pessoa participar desses eventos e ter esse conhecimento voltado para a valorização do povo e das manifestações negras, e em sua fala poder abordar essa temática”.

Sobre a importância da promoção de um evento como este no recôncavo da Bahia, Ana Rita Santiago, pró-reitora de Extensão da UFRB, comentou: “Promover e sediar estes eventos é importante por reafirmar e confirmar o compromisso da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia com a igualdade e a inclusão racial”.

“Os fóruns são importantes para celebrarmos as políticas de ações afirmativas instituídas pelo nosso país e também para notabilizar as conquistas e histórias que a população negra do Brasil conquistou ao longo dos anos”, pontuou a também presidente do II Fórum Internacional 20 de Novembro.

“Somos 52% da população brasileira e temos apenas 1% da produção intelectual que trata sobre as desigualdades raciais”, disse o Pró-reitor de Políticas Afirmativas e Assuntos Estudantis, Ronaldo Barros, na abertura do evento.

Incentivo ao esporte

EDITAL DA UFRB SERÁ DISPONIBILIZADO EM FEVEREIRO DE 2014 PARA PROJETOS DESENVOLVIDOS POR ESTUDANTES DA UNIVERSIDADE.

Priscila Martins

Com a intenção de estimular a prática esportiva e também disponibilizar atividades de desporto para os universitários, o Núcleo de Esportes e Lazer juntamente com a Pró-Reitoria de Políticas Afirmativas e Assuntos Estudantis da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) criaram a Bolsa Esporte, atividade na qual o estudante apresenta projetos para serem desenvolvidos por seis meses, determinando a sua permanência no programa.

O primeiro ano do programa na Universidade trouxe diferentes modalidades esportivas para todos os campi, como Capoeira, Voleibol, Handebol, Ginástica Terapêutica Chinesa, Capoeira, Karatê, Xadrez, Basquete e Judô. No Centro de Artes, Humanidades e Letras, em Cachoeira, estão disponibilizadas as modalidades de Capoeira e Judô, de acordo com os projetos apresentados pelos participantes e escolhidos por diferentes setores da PROPAAE, sendo a Capoeira uma parceria com a Secretaria de Políticas Especiais de Reparação que desenvolve o projeto em outros centros da UFRB.

O programa é aberto à comunidade acadêmica, tais como servidores técnicos e docentes, mas priorizando os discentes. Com disponibilidade de vagas, a comunidade de Cachoeira, São Félix e região também pode se integrar aos projetos.

Florisvaldo Evangelista, um dos criadores do programa, afirma que em fevereiro de 2014 será disponibilizado um edital para receber novos projetos dos estudantes, possibilitando a vinda de outras modalidades esportivas para o campus em áreas de lutas, esporte coletivo, esporte individual, dança e ginástica.

O programa também prevê intercâmbio esportivo, com a participação dos atletas em jogos universitários, como os Jogos Universitários da Bahia (JUBA) e os Jogos Universitários Brasileiros (JUBS). Este último classifica os estudantes universitários para os Jogos Universitários Sul-Americanos e para os Jogos Universitários Mundiais (Universíada).

O programa, no campus de Cachoeira, funciona em conjunto com a Academia Top Teen na modalidade do Judô; já a Capoeira funciona na Casa da Cultura Américo Simas, ambas situadas em São Félix.