Cachoeira recebe câmeras de segurança 24 horas

CÂMERAS SÃO INSTALADAS EM PONTOS ESTRATÉGICOS PARA REDUÇÃO DA CRIMINALIDADE.

Alan Rocha Suzarte

A cidade de Cachoeira, no Recôncavo baiano, será monitorado por câmeras de segurança 24 horas. Segundo o tenente Eliel Alves, responsável pelo 2° pelotão da 27ª Companhia Independente da Polícia Militar – CPR LESTE, o projeto será custeado com recursos do próprio município e será operacionalizado pela Polícia Militar com apoio dos guardas municipais.

As câmeras estão sendo instaladas nas entradas da cidade,  no centro, na orla e em alguns pontos estratégicos. A iniciativa pretende contribuir para preservar os prédios e monumentos históricos da cidade, a exemplo das igrejas. Deve auxiliar também o trabalho da polícia na prevenção de delitos contra o patrimônio e a população.

Para o tenente, as câmeras ainda estão em processo de instalação, e os equipamentos em fase de teste para analisar possíveis falhas em seu funcionamento.

Ele afirma que a primeira etapa de instalação consiste em vinte câmeras, mas até o momento apenas dezesseis foram instaladas, e o sistema ainda não está implementado de forma adequada. As pessoas responsáveis pelo monitoramento estão em processo de treinamento, entretanto, algumas informações relacionadas a esse assunto, como os locais em que serão instaladas e como será feito o monitoramento, por exemplo, não podem ser passadas por motivos estratégicos.

Segundo a moradora Bárbara Castro, que se diz satisfeita com a proposta das novas instalações, “O mais importante das câmeras é que elas possam ajudar a polícia a agir de forma proativa, reagindo antecipadamente e evitando que a ação delituosa aconteça”.

Está é, também, a opinião de Neto Souza,para quem as câmeras deverão reduzir a criminalidade.  “Eu acho realmente necessário a instalação. Já havia passado da hora, devido a tantos crimes que vem ocorrendo em nossa cidade”.

Desorganização

Ao visitar  a sala de monitoramento, onde já foram instaladas algumas câmeras, é possível notar  que o local não tem estrutura, é desorganizado, os equipamentos não tem um bom funcionamento  e, desde que chegaram, ainda não há ninguém capacitado para operacionaliza-los. Também não foi passada nenhuma informação para os policiais militares sobre as câmeras. Apenas colocaram em local inadequado, com fiação exposta, e  os policiais ainda dividem o mesmo ambiente para realizar outras atividades.

O projeto é uma iniciativa do município que vai agregar a tecnologia para facilitar ou auxiliar o trabalho policial. Isso não dispensará, entretanto, o trabalho dos policiais nas ruas. Também não adianta ampliar o número de câmeras para o monitoramento eletrônico se não houver um policial que possa ir até o local para combater o crime. O objetivo é aliar a tecnologia ao trabalho do policial em campo com a pretensão de reduzir o número de pequenos delitos. Enfim, são várias tecnologias que se agregam para melhorar o trabalho prestado ao cidadão.

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Violência é a maior preocupação dos estrangeiros em Cachoeira

PARA ESTRANGEIROS, VIOLÊNCIA TEM IMPACTO NEGATIVO NO TURISMO DA CIDADE.

Rafael Bacellar

A forte cultura do Recôncavo baiano atrai centenas de turistas todos os anos. Muitos vindos de outros países, principalmente da Europa e da América do Sul. É o caso do mochileiro chileno Tayo, que rumo ao Vale do Capão com um grupo de amigos, acabou parando em Cachoeira por causa da Feira Literária Internacional, a FLICA.

Na mesma ocasião, o grupo foi assaltado e, segundo Tayo, ainda assim decidiram ficar aqui por mais tempo. “Mas não são todos que reagem dessa maneira. Algumas pessoas se assustam”, completa.

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Isabel Pasternack: “Olhos azuis chamam mais atenção dos ladrões” (Foto: Aline Lima)

Com o programa de intercâmbios, a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) também traz estudantes de fora para Cachoeira, como a aluna do curso de Gestão Pública Isabel Pasternack, 23, que veio de Bayeurth, na Alemanha, para passar um semestre estudando aqui no Brasil.

“Eu poderia ter escolhido outras cidades, mas eu queria conhecer o Brasil de verdade”, diz. Para ela, a maior diferença entre a Bahia e sua terra natal está nas relações entre as pessoas. “Dizem que nos lugares mais quentes as pessoas são mais próximas”, conclui.

Mas quando questionada a respeito dos pontos negativos da cidade, respondeu prontamente: “Desde que eu cheguei as pessoas me dizem pra tomar cuidado. Por ser loira dos olhos azuis, eu acabo chamando mais atenção dos ladrões.”

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Cristina Solimanos: “Redução do número de turistas” (Foto: Aline Lima)

A argentina Cristina Solimanos, 70, vive em Cachoeira por quase trinta anos e, além de artista plástica, é dona da pousada La Barca. Segundo ela, o aumento da violência é a principal causa da redução no número de turistas que ela recebe em seu estabelecimento. Há trinta anos, quando ainda desenhava o rosto das pessoas nas ruas e restaurantes e a cidade não era tão violenta, havia muito mais turistas, e foi por isso que ela decidiu abrir o negócio. “Hoje a pousada funciona com os ecos da universidade”, conclui, referindo-se à UFRB, que com seus inúmeros eventos e palestras acaba movimentando o turismo local.

Dados do Comando da Polícia Militar de Cachoeira indicam que Cristina pode estar certa. No ano de 2013, 112 furtos e roubos aconteceram no município. Em grande parte dos casos, as vítimas eram estudantes ou estrangeiros.

Software pode localizar notebooks e celulares roubados em Cachoeira

“A FESTA ACABOU PARA OS LADRÕES”. PELO MENOS É ISSO QUE PROMETE O SLOGAN DO PREY, APLICATIVO PARA CELULARES, NOTEBOOKS E TABLETS QUE AJUDA A LOCALIZAR OS ITENS ROUBADOS (E OS CRIMINOSOS).

Rafael Bacellar

Blog-Brian-21-steps-part-3De acordo com o tenente do Comando da Polícia Militar de Cachoeira, 112 casos de furtos e roubos foram registrados em 2013. Na maioria dos casos, as vítimas são turistas e estudantes da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). No final do ano passado, o graduando do curso de Comunicação Social, Danilo Valverde, teve seu notebook e celulares roubados dentro de sua casa. Por sorte ele tinha o programa instalado no aparelho.

Atualmente na versão 0.3.3, o software de rastreamento é executado nos background do seu notebook, o que o torna extremamente leve e (praticamente) indetectável. Ele “acorda” em um intervalo pré-determinado, fica online (se o seu laptop não estiver conectado à internet, o Prey tenta se conectar ao ponto mais próximo de wi-fi aberto) e faz check-in em um endereço da web específico. Se esse endereço não emitir um comando para o portátil (como dizer se o roubo foi sinalizado), o software volta a dormir e acorda novamente no próximo intervalo de tempo.

Se o seu laptop for roubado, você pode usar outro computador para entrar no site do Prey, marcar o laptop como desaparecido, e seguir seu paradeiro através de um GPS – supondo que o ladrão deixe seu notebook online ou que o software consiga se conectar a um ponto de wi-fi gratuito.

Interagir com o seu notebook roubado funciona de duas maneiras no Prey: No modo autônomo, você recebe mensagens de seu notebook por e-mail, mas a maioria das pessoas vai preferir usar o serviço da segunda forma, através de um painel de controle no site do software. É mais fácil de configurar do que o modo autônomo, e torna mais simples a tarefa de rastrear e controlar remotamente o seu portátil.

Através deste painel, você pode pedir para que seu aparelho lhe envie um relatório detalhando o endereço IP a que está conectado, pedir uma captura de tela do desktop, e, se ele tiver uma webcam embutida, tirar uma foto instantânea para capturar a imagem da pessoa que está utilizando o computador. Você pode até mesmo enviar uma mensagem para o suspeito dizendo que ele está sendo observado.

Infelizmente, Danilo não conseguiu recuperar seus aparelhos, mas já houve casos em que o aplicativo obteve sucesso. O tenente Moreira reconhece o benefício que essas novas tecnologias podem trazer, mas alerta: mesmo tendo a localização do objeto roubado e a identidade do meliante, é importante saber que a vítima de furto não deve ir atrás dele sem antes acionar a polícia.

Para saber mais sobre o Prey, acesse o site www.preyproject.com ou assista ao vídeo tutorial abaixo:

Criminalidade cresce em Cachoeira

ESTUDANTES DA UFRB SÃO OS MAIORES ALVOS DA CRESCENTE ONDA DE FURTOS E ROUBOS.

Lídio Gabriel Chaves Silva

Nos últimos anos, Cachoeira tem passado por um grave problema que afeta toda sua população: o aumento da criminalidade comprovado nos números fornecidos pela Polícia Militar do município. No ano de 2013 foram registrados mais de 112 roubos, um latrocínio (roubo seguido de morte) e 11 homicídios. Segundo a PM de Cachoeira, os principais motivos para esse índice é a crescente chegada de estudantes e turistas na cidade, e também o tráfico de drogas.

O 2º Pelotão de Polícia Militar de Cachoeira realiza rondas, que servem para intimidar os criminosos e evitar os delitos, o que parece não ser suficiente. Segundo o soldado Péricles Araújo da Silva, é responsabilidade da Polícia Civil investigar os crimes depois de ocorridos e tentar chegar até os culpados, diferente da Polícia Militar que tem um papel ostensivo.

O número de roubos em 2013 é muito maior se comparado a 2012, quando foram registrados apenas 72. No entanto, o número de homicídios diminuíu em relação ao ano anterior, que chegou a registrar 14. Dentre esses índices, os roubos a casas comerciais também vem aumentando, já que, desses 112, foram registrados 28 nessa categoria, causando medo aos comerciantes da cidade, que acabam tomando medidas preventivas por conta própria, colocando grades nas portas, cercas elétricas e câmeras de segurança.

Assaltos a casas

O soldado Péricles afirma que as vítimas desses criminosos são na maioria das vezes estudantes da UFRB. Os universitários são visados pelos bandidos pelo fato de estarem frequentemente com aparelhos eletrônicos, que são vendidos para alimentar o vício das drogas em grande parte dos casos. Por este motivo, dificilmente os itens roubados são recuperados.

Um dos aumentos mais expressivos foi o de roubos a residências, que dobrou em 2013, subindo para 16. O estudante de Jornalismo da UFRB, Danilo Valverde, teve sua casa assaltada duas vezes no ano passado. “A primeira vez foi em fevereiro. Estávamos dentro de casa, dentro dos quartos e por causa do calor deixamos a porta dos fundos aberta. Em questão de poucos minutos, os bandidos entraram na casa, e levaram tudo que estava na cozinha: o notebook de uma amiga, celulares e uma quantia pequena em dinheiro”, disse ele. O estudante registrou queixa na delegacia, mas os itens roubados e os criminosos não foram encontrados.

A situação se repetiu com Danilo no mês de dezembro, “Tinha retornado de Salvador no domingo à noite, e estava sozinho dentro de casa. Não havia encontrado meu amigo na casa. Tranquei as portas dos fundos e fui dormir, deixando meus equipamentos do lado da cama. Durante a madrugada, dois homens abordaram meu amigo na porta da casa. Ele voltava da 25 [Praça 25 de Junho] e foi seguido até nossa porta. Os homens armados entraram silenciosamente na casa, levaram nossos notebooks e celulares, e uma caixa de som minha”. Danilo registrou queixa novamente, e até esta data nada foi encontrado. Diante de todos esses acontecimentos, Danilo pretende mudar de casa o mais rápido possivel, para tentar recuperar sua tranquilidade.