Projeto reorganiza Hemeroteca do CAHL

A INICIATIVA TEM COMO OBJETIVO ORGANIZAR ACERVO DE PERIÓDICOS QUE SERVIRÁ COMO FONTE DE PESQUISA PARA ALUNOS DE JORNALISMO, DO CENTRO DE ARTES, HUMANIDADES E LETRAS

Jaqueline Santos

O projeto “Memória e história da imprensa: organização dos acervos da hemeroteca do curso de Jornalismo” teve início em setembro de 2013, com a finalidade de reorganizar o acervo de periódicos da hemeroteca que ao final do processo servirá como material de pesquisa para os estudantes de Jornalismo.

O projeto é coordenado pelas professoras Hérica Lene do curso de Jornalismo e Ana Paula Pacheco do curso de Museologia que se dividem para orientar na parte burocrática e na orientação teórica e conta com ajuda voluntária de dez estudantes de Museologia.

“Esse projeto está previsto para durar um ano, ou seja, até setembro deste ano, porém por ter grande quantidade de materiais, poderá ser prorrogado. Mas iremos avaliar a continuidade dele porque é complicado manter o pessoal trabalhando sem os materiais necessários”, diz Hérica Lene, 38.

Todo o processo requer tempo e recursos para um melhor desenvolvimento e, segundo  Hérica, ela e a professora Ana Paula tem usado recursos próprios na compra de papel A3 e outras coisas que não possuem no almoxarifado do CAHL, como luvas plásticas.

“É difícil desenvolver projetos que requerem compra de materiais, porque essa contrapartida da universidade demora demais. A professora Ana Paula fez o pedido de cinco estantes de metal para serem colocadas na hemeroteca, desde o ano passado, e até agora não conseguimos resposta”, ressalta Hérica.

Há duas equipes trabalhando, uma na classificação e registros das obras que acontece na própria hemeroteca e outra na restauração e higienização das revistas, na Fundação Hansen.

Dificuldades

A estudante de Museologia e voluntária no projeto IvanDomingos Amaral, 58, é responsável pela organização e documentação às segundas-feiras, e acondicionamento e higienização às quartas-feiras na Fundação Hansen. Além disso, o trabalho realizado no projeto contribui para a vida acadêmica dos voluntários.  “Há uma grande contribuição pois estou colocando em prática os ensinamentos teóricos referentes à organização, documentação, preservação e conservação de acervos em suporte de papéis e preencher as horas curriculares exigidas na minha formação”, diz Ivan Domingos.

A estudante e voluntária, Silvana Santana Reis, 21, tentou participar da bolsa Pibex, porém, cinco outros voluntários já estavam participando e o projeto só oferecia cinco vagas. Silvana lembra também algumas “situações familiares delicadas”, a exemplo dofato de não ter feito a inscrição no prazo estabelecido pela Universidade. “Sou voluntária, e minha função no início era organizar as revistas na hemeroteca. Encontrei algumas dificuldades, pois era do primeiro semestre e não sabia muita coisa, mas, com o tempo consegui organizar [melhor]  e aí passei para uma outra função que era organizar e corrigir as fichas”.

Ao todo são cinco pessoas trabalhando na Hemeroteca e outras cincos no Hansen, essa divisão foi feita de acordo com a experiência dos voluntários. Entretanto não foram eles mesmos que escolheram onde ficar.

“Ninguém me perguntou se eu queria ficar lá ou cá, e eu achava interessante que depois ocorresse uma troca e assim cada um conhecia um pouquinho de tudo. A professora Ana Paula disse que iria me mudar para a higienização, mas até agora nada, enquanto isso faço a minha parte aqui”, diz Silvana.

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Qual o melhor momento para o início da vida escolar?

MUDANÇA NA LDB ALTERA DE SEIS PARA QUATRO ANOS A IDADE DE ENTRADA NA ESCOLA E GERA QUESTIONAMENTOS DE PAIS E PROFESSORES.

Érica Tavares

Em 2013 foi sancionada a lei 12.796/13 que trouxe alterações à já existente Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). Uma das mudanças se refere à obrigatoriedade da educação básica dos quatro aos dezessete anos, organizada em pré-escola, ensino fundamental e ensino médio. Antes só eram citados os ensinos fundamental e médio.

Em seu artigo 6º a lei determina que “é dever dos pais ou responsáveis efetuar a matrícula das crianças na educação básica a partir dos quatro anos de idade”. Antes a idade determinada pela legislação era de seis anos.

A finalidade da educação infantil é o desenvolvimento integral da criança até cinco anos de idade, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade, conforme consta na lei.

Essa mudança gerou o questionamento de pais e professores que são contrários à obrigatoriedade da entrada na escola de crianças menores de seis anos. Levantou-se a discussão de que até que ponto a educação regular é imprescindível para crianças em fase pré-escolar.

Opinião dos pais

Ao se aproximar o atual ano letivo, a fisioterapeuta Eliane Alvarenga providenciou a matrícula na pré-escola de sua filha Lara, que completou quatro anos. Essa decisão foi tomada porque a menina fica em casa com uma babá, sem nenhuma atividade orientada e passa muito tempo em frente à TV. Como o irmão mais velho de Lara já estuda, ela está ansiosa por entrar na mesma rotina que ele. Porém, Eliane afirma que não vê necessidade de que essa inclusão seja obrigatória, pois as competências da pré-escola podem ser executadas em casa. “A entrada na escola pode ser um estresse para crianças pequenas”, diz a mãe.

Ana Paula Cândido, 29, considera a obrigatoriedade estabelecida pela lei um ponto negativo. Ela sempre desejou esperar o máximo para colocar o seu filho, hoje com dois anos, na escola. “Posso perfeitamente educa-lo em casa ou deixa-lo simplesmente ser criança, afinal haverá muito tempo para a educação formal; a família deveria ter o direito de escolher quando colocar seus filhos na escola”, afirma Ana Paula.

Opinião dos educadores

Entre os profissionais de educação também há discordâncias. A pedagoga Maria Dayube, que há 25 anos trabalha com educação infantil, pensa que a lei veio apenas confirmar uma atitude que já vem sendo tomada pelos pais. Coordenadora da educação infantil de uma grande escola particular de Cachoeira, ela afirma que a procura pelos grupos inicias, desde os dois anos de idade, é grande por parte das famílias e desde que a escola faça um trabalho adequado a entrada precoce na escola é bastante positiva. Segundo Maria, o impacto maior é sobre o ensino público: “O governo não costumava investir na educação infantil”. A pedagoga afirma ainda que uma criança que entra na escola aos dois anos de idade, por exemplo, terá um futuro diferente. “Quando as rotinas já são aprendidas antes, ela terá mais facilidade ao entrar no primeiro ano do ensino fundamental”, diz Maria.

Por outro lado há profissionais preocupados com a transferência da responsabilidade familiar para a escola. “O governo quer resolver uma questão social, mas tira a responsabilidade de formação de caráter e de personalidade, que é da família nos primeiros anos de vida, e coloca na escola”, afirma Luciana Santiago, pedagoga e coordenadora de educação infantil. Luciana diz que em curto prazo pode-se perceber um aprendizado e um desenvolvimento empolgantes na criança, mas em longo prazo, a criança exposta a rotinas e responsabilidades muito cedo pode ter efeitos negativos na vida escolar.

Os pais que não respeitarem a nova legislação podem ser multados em valores que podem ir de três a vinte salários mínimos, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente. Há também a possibilidade de uma punição criminal aos pais que abandonam a educação dos filhos. A pena pode ser detenção de quinze dias a um mês, segundo o Código Penal. Como a lei já está em vigor, os pais já tem a obrigação de matricular o seus filhos de quatro anos e o ensino público tem até 2016 para adequar a oferta de vagas a todas as crianças dessa faixa etária.

OAPC presta serviços à comunidade cachoeirana

OBRA DE ASSISTÊNCIA PAROQUIAL DE CACHOEIRA TEM TRABALHADO PELA PROMOÇÃO DE UM FUTURO MELHOR.

 Anna Caroline Anjos

Com mais de meio século de existência, a Obra de Assistência Paroquial de Cachoeira (OAPC) promove ações e projetos educacionais destinados à população mais necessitada da cidade. Em setembro de 2013, a comemoração dos sessenta anos de serviços prestados à comunidade contou com a participação de alunos da Escola Paroquial Dom Antônio Monteiro (EPDAM), da Fanfarra da Escola Paroquial (FEPDAM), das crianças da Casa da Criança Ana Neri e de funcionários da obra que realizaram um desfile festivo percorrendo as ruas da cidade histórica.

Alunos da EPDAM reunidos na quadra da escola

Alunos da EPDAM reunidos na quadra da escola

Fundada em 1953, a OAPC tem proporcionado cursos profissionalizantes, atendimento psicossocial e atividades ocupacionais objetivando a perspectiva de um futuro melhor para as centenas de crianças, jovens e adultos assistidos pelos projetos da obra, que além de melhoria da autoestima e resgate da cidadania, recebem qualificação profissional necessária para que possam conquistar um espaço no mercado de trabalho. A obra é mantida através de doações e convênios com o governo municipal e estadual, e conta com a ajuda de sócios colaboradores e voluntários.

 Mais Educação

Dentre as atividades promovidas pela OAPC, destacam-se as oficinas vinculadas ao programa Mais Educação – estratégia do Ministério da Educação que visa induzir a ampliação da jornada escolar – no qual os alunos têm a oportunidade de participar de atividades relacionadas ao rádio, cinema, capoeira, informática e dança que, de acordo com alguns estudantes, podem ser determinantes na decisão da futura vida profissional dos participantes. Através das oficinas, os alunos da Escola Paroquial podem fazer cursos de informática, ter aulas de dança e capoeira, assistir filmes e aprender sobre o rádio, colocando seus conhecimentos em prática na rádio da escola.

A jovem Cauede Souza, 13 anos, participante das oficinas de rádio e capoeira, conta que o programa mudou sua vida e se mostrou crucial na escolha da carreira profissional que pretende seguir. “Eu acho que as oficinas da escola são muito legais e propõem para a gente várias coisas que podemos usar quando sairmos daqui”, diz Cauede, que pretende seguir a carreira de radialista impulsionada pela experiência vivenciada na oficina de rádio da escola.

A estudante da quinta série revela que apesar de grande parte dos alunos não levarem adiante a experiência adquirida pelas atividades ocupacionais, alguns colegas ainda manifestam interesse pela prática profissional daquilo que aprendem nas oficinas do programa, fazendo com que os objetivos da iniciativa de manter o aluno ocupado com atividades educacionais em tempo integral, ultrapassem os limites do âmbito escolar.

Além das atividades realizadas na Escola Paroquial Dom Antônio Monteiro, a OAPC também possui outras unidades de atendimento e serviços prestados a comunidade cachoeirana, como a Casa da Criança Ana Neri (CCAN), que atende crianças de um a seis anos de idade da camada mais necessitada da cidade e a Rádio Magnificat que presta serviços de comunicação e informação a comunidade.

IF Baiano oferece vagas para novos concursos

CAMPUS DO IF EM GOVERNADOR MANGABEIRA ABRE PROCESSO SELETIVO PARA CURSOS DE TÉCNICO EM ALIMENTOS E EM INFORMÁTICA.

Mariana Andrade

O Instituto Federal Baiano é uma instituição pública de educação básica e superior especializada em educação profissional e tecnológica. Inaugurado há dois anos, em Governador Mangabeira, o campus do IF abre processo seletivo 2014 para novos cursos de Técnico em Alimentos (subsequente) e Técnico em Informática (integrado ao ensino médio).

Ter o ensino médio concluído foi um pré-requisito para inscrição das provas para o curso subsequente. Já para o curso integrado, os candidatos precisaram ter concluído o ensino fundamental 2.

As provas de seleção previstas para nove horas, no dia 8 de dezembro de 2013, atrasaram meia hora por motivo desconhecido. Os candidatos tiveram três horas para responder quarenta questões e uma redação.

As aulas estão previstas para serem iniciadas no dia 10 de fevereiro de 2014. No período entre a ocorrência da seleção de alunos e início das aulas, ocorrerá a seleção dos professores para ministrarem os novos cursos implementados. Os professores da casa também serão responsáveis pelas aulas dos calouros.

O Instituto conta com apoios e convênios para montagem e utilização de laboratórios de aulas práticas. Já foram firmados convênios com a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), e será acordada a utilização dos laboratórios da Universidade na área de Alimentos. A prefeitura local também disponibilizará alguns equipamentos.

O Instituto contará também com uma cantina para atender às necessidades dos estudantes de educação integral, já que passarão o dia inteiro no campus. Os alunos dessa modalidade cursarão todo o ensino médio juntamente com o técnico em informática, no instituto, saindo de lá com encaminhamento profissional para estágios e possibilidades de empregos na área.

Suporte aos estudantes

Os estudantes poderão contar com o Serviço de Assistência Social nos processos de triagem e seleção de bolsas do Programa de Assistência e Inclusão Social do Estudante — PAISE, que faz parte da Política de Assistência Estudantil do IF Baiano e visa garantir a permanência do estudante na instituição durante o período de formação acadêmica.

O PAISE, observando as normas e possibilidades do campus, é composto de ações e benefícios, tais como, transporte, alimentação, creche, uniforme e materiais acadêmicos. Todos os alunos matriculados regularmente no instituto terão direito a participar da seleção das bolsas e as seleções acontecem todo semestre.

As inscrições são realizadas junto aos Setores de Serviço Social e Psicologia e/ou Agente Escolar, sendo a Comissão de Assistência Estudantil do campus responsável pela seleção, execução, acompanhamento e avaliação do Programa. O estudante pode ser contemplado com até dois auxílios, sendo que, somente os auxílios material acadêmico e uniforme podem ser cumulativos entre si e com qualquer outro.

A instalação de novos cursos no campus de Governador Mangabeira possibilita, cada vez mais, aos moradores da cidade e dos municípios vizinhos, acesso aos cursos técnicos profissionalizantes. O instituto facilita a contratação de estudantes para estágios em diversas instituições.

Ter cursos técnicos no currículo pode fazer toda a diferença. O objetivo deles é o aumento constante de mão de obra qualificada no mercado. Trabalhos que exigem mão de obra qualificada e início imediato dão preferência aos técnicos, pois estes já têm experiência prática, dispensando longos treinamentos.