Baianos se cadastram para eleições com biometria

ELEIÇÕES DESTE ANO CONTARÃO COM IDENTIFICAÇÃO DIGITAL EM SEIS CIDADES DO RECÔNCAVO

Uilson Campos

Mais 37 municípios na Bahia usarão o sistema de votação biométrica a partir deste ano. Espalhados em 15 zonas eleitorais escolhidas pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral), a biometria será utilizada por cerca de 700 mil baianos, representando 7% do eleitorado total no estado.

A primeira cidade na Bahia a utilizar a identificação biométrica foi Pojuca, na região metropolitana de Salvador, que desde 2010 já fazia uso do sistema nas eleições, sendo o único município do estado contemplado com essa tecnologia, até então.

No Recôncavo baiano, os eleitores de Cabaceiras do Paraguaçu, Dom Macedo Costa, Governador Mangabeira, Muritiba, Santo Antônio de Jesus e Varzedo já se preparam para irem às urnas em outubro identificando-se pela primeira vez com suas digitais.

Prazo prorrogado

Em Santo Antônio de Jesus, sede da 56ª Zona Eleitoral, o recadastramento dos eleitores, iniciado em 7 de agosto de 2013, acontece no FórumDesembargador Wilde Oliveira Lima, localizado na Avenida ACM, das 8 às 14 horas, de segunda  à sexta-feira . Inicialmente previsto para se encerrar em dezembro do ano passado, o atendimento teve seu prazo estendido porque um grande número de eleitores ainda não tinha efetuado o cadastro na data final.

O chefe do Cartório Eleitoral em Santo Antônio de Jesus, Hamilton Sacramento, diz que no início um volume grande de eleitores compareceu ao Fórum para efetuar o cadastro e muitos chegavam de madrugada para garantir o atendimento. Com a prorrogação, o prazo final para o cadastro é 28 de março.

Além de Santo Antônio de Jesus, a 56ª Zona Eleitoral também abrange os municípios de Dom Macedo Costa e Varzedo, abarcando cerca 76 mil eleitores. O chefe do cartório afirma que os que não comparecerem para o registro de biometria terão seus títulos cancelados e não poderão votar com os documentos antigos nas próximas eleições. As pessoas nessa condição terão até o dia 7 de maio para regularizar a situação com a justiça.

Tudo Digital

Comprovante de residência, RG e o título de eleitor antigo são os documentos exigidos para o procedimento. Isso é necessário porque, além do cadastro biométrico, o TRE também está fazendo a “revisão do eleitorado” nos municípios que receberão esse novo sistema. O procedimento é rápido. Após a análise dos documentos, são capturadas as impressões digitais de todos os dedos das mãos do eleitor, colhida sua assinatura e retirada uma foto de seu rosto. Um novo título de eleitor é emitido e o documento antigo é descartado. “É uma facilidade que teremos para as eleições. Com essa modernidade não teremos problemas com identificação”, diz Aldair Gonçalves, uma das servidoras que está trabalhando no cadastro.

Mais segurança?

Todos os dados são registrados digitalmente e armazenados, compondo um banco de informações que, associadas, identificarão a pessoa antes de se dirigir à urna e digitar seu voto. Para Nadson Soares, morador de Santo Antônio de Jesus, o processo de cadastro foi rápido e se tornará eficaz para a segurança nas próximas eleições.  “Vai ficar mais difícil, por exemplo, uma pessoa se passar por outra”, opina o eleitor.  Mas o chefe do Cartório Eleitoral lembra que outros mecanismos são necessários para que se garanta uma votação mais confiável. “Para a eleição se tornar segura é preciso a junção de vários fatores. O fator biométrico é algo que vem reforçar a segurança da eleição, o que não significa que, sozinho, viabilize isso”, declara Hamilton.

 

urnabiometrica

Os eleitores devem comparecer à sede de sua Zona Eleitoral para efetuarem o cadastro.

 


Saiba mais sobre a biometria

A biometria é um tipo de técnica que utiliza “medidas biológicas” para a identificação de uma pessoa. Desde a Antiguidade,  assírios, babilônios, japoneses e chineses faziam uso do recurso, principalmente como “assinatura” em relações comerciais. Esses povos já entendiam que as impressões digitais de uma pessoa eram características únicas e inconfundíveis.

Em 1960, o FBI – Departamento de Investigação da Polícia Federal Americana – iniciou o processo de automatização e digitalização dos dados biométricos em suas bases, com o objetivo de tornar mais precisas as perícias criminais no país.

A popularização dos sistemas de biometria automatizada começou na cidade de Nova York em 1972, quando a tecnologia passou a ser utilizada para o “controle de ponto” dos funcionários nas empresas.

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